Este Natal está estranho para mim. Não fosse pelas – literalmente – 120 rabanadas que eu e Roney tivemos de fazer ontem (das 17 às 23 horas), pelas encenações que tenho de fazer para meu irmão mais velho (que é excepcional e ainda acredita em Papai Noel – e eu estimulo isso porque acho que ele precisa de fantasia na vida), pelo caos no trânsito e nos shoppings e pelos enfeites espalhados pela cidade, acho que nem perceberia que é Natal.

Em outras épocas, eu sentaria o rabo na minha confortável cadeira e escreveria uma linda e sincera mensagem de Natal para os amigos. Este ano confesso que não sinto vontade de nada: nem de comemorar, nem de festejar, nem de escrever mensagens… É como se houvesse um grande vazio dentro de mim, mas eu me sentisse obrigada a sentir algo.

O fato é que a cada ano eu detesto mais esta época de festas de final de ano…

Sintam-se amados, mas este ano não vou escrever nenhuma mensagem de Natal nem desejar nada. Talvez na semana que vem, quando o ano terminar e eu fizer um balanço de tudo, mas hoje não.

Hoje há silêncio.

Não sei se estou envelhecendo ou endurecendo. Detestaria endurecer e ter de receber a visita dos espíritos de Natal do Dickens