vida

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Aniversário de casamento

Posted by on 15 Apr 2008 | Tagged as: família, vida

No dia 14 de abril de 1990, às 16 horas, eu entrava na Igreja Presbiteriana de Copacabana para me casar. Deu tudo errado: meu pai atrasou mais que eu, entrei com a música errada, que era pra ter sido a música do Roney entrar, o pastor falou coisas absurdas e a gente quase morreu de calor durante a cerimônia.

Apesar disso e de várias idas e vindas, nosso casamento deu muito certo. Somos muito felizes e temos uma amizade e um companheirismo que eu não trocaria por nada.

Ontem, ganhei de presente dois ímãs (um dizia SORTE e o outro dizia VIVA MAIS), uma cartela de adesivos do Pequeno Príncipe (uma das minhas histórias favoritas, apesar de eu não ser miss) e um copo com várias coisinhas escritas (sonhe grande; dance na chuva; durma com os anjos; viaje para a lua; pinte o sete; declare seu amor; medite; pule carnaval; escreva uma carta de amor; contemple o pôr-do-sol; vá à praia).

Fiquei toda feliz. Obrigada, meu amor!

A época dos sustos

Posted by on 13 Mar 2008 | Tagged as: animais, vida

Além dos sustos que levo quase todo dia com os fogos que os engraçadinhos-filhinhos-de-papai soltam em direção aos prédios de vez em quando aqui na rua, de ontem para hoje acho que minha pressão deve ter ido ao topo do Everest.

Ontem à noite, estou muito bem em casa, vendo televisão quietinha. Ouço barulhos do lado de fora da porta da sala. E vejo uma labareda. Barulho de maçarico. Cheiro de desodorante. Gargalhadas. Os engraçadinhos-filhos-dos-vizinhos estavam brincando de fazer maçarico com desodorante onde? Na minha porta, claro!

De repente, eles saíram correndo (devem ter ouvido minha movimentação na sala) e desceram de elevador. Subi que nem uma flecha, interfonei para o porteiro e mandei ele segurar quem estivesse saindo do elevador naquela hora e avisar para não fazer mais isso.

Sentei de novo para ver televisão, mas meu coração estava disparado (e a pressão também devia estar). Decidi trocar de roupa e descer (o Roney estava na reunião de condomínio, então não atendia o celular). Chegando lá embaixo, o retardado do vigia estava com cara de dããã. Perguntei se ele falou com os moleques. “Não, não desceu ninguém não… Só o Fulano com um amigo.”

Interrompi a reunião de condomínio com cara de louca, descabelada, e comecei a contar o ocorrido. A mãe do dito cujo estava lá e disse que depois ia mandá-los falar comigo. (Não sei de que adiantaria isso, mas…)

Subi e não consegui me controlar mais. Decidi ir na casa dos infelizes para mostrar o cheiro de desodorante que estava no corredor. Roney me impediu e foi no meu lugar. Parece brincadeira, mas o padrasto disse ao Roney: “Ora, eu também me assustei com seu cachorro.” Eu adoro as respostas do meu amor: “Pois é… E eu disciplinei o cachorro. Assim como os cachorros, as crianças também precisam ser disciplinadas, sabe?”  🙂

Enfim, depois de um tempo, me acalmei um pouco e fui deitar. Levei mais de uma hora para conseguir dormir.

—–

O outro susto foi hoje de manhã. Estamos tomando café e conversando na copa. Roney sentado no chão, minha mãe sentada de um lado da mesa e eu do outro. O Toby deitado no chão, brincando com o Roney.

Do nada, minha mãe esbarra no banquinho que estava perto da mesa e ele cai com força em cima do Toby. O bicho ficou louco! Partiu para cima do banquinho querendo matar, rosnando e latindo. Afastei a Lady e olhei para o Toby. Atrás dele, a parede era sangue puro! Comecei a gritar para o Roney: “Ele está machucado!!!!!”

Roney pegou os 30 quilos de bicho no colo, carregou para a sala, limpou e viu que era um corte pequeno na pontinha do rabo do cão. Menos mal, nada sério. Ele gritou tanto que achamos que podia ter quebrado o rabo.

As paredes do corredor ficaram salpicadas até a altura do nosso ombro com o sangue do pobrezinho. Aí foi um mutirão de limpeza antes que o sangue secasse e nunca mais saísse.

De qualquer maneira, se aparecer um C.S.I. por aqui (bem que podia ser o Grissom) com aquela luz negra que detecta sangue, vai achar que houve uma chacina aqui em casa. Eu, hein!

Afastamento temporário

Posted by on 26 Feb 2008 | Tagged as: saúde, vida

Consegui ir ontem ao médico e ele me disse que estou com um pinçamento de nervo na cervical. Mandou que eu ficasse de repouso e fazendo fisioterapia por duas semanas. Ri na cara dele, né? Mas acabei prometendo ficar uma semana quieta.   🙁

Sendo assim, me desejem melhoras e não chorem, pois eu voltarei rapidinho.   🙂

Dor de cabeça

Posted by on 25 Feb 2008 | Tagged as: vida

Depois de quase dez dias com dor de cabeça constante, amanhã finalmente vou ao neurologista. Espero que ele consiga uma solução para essa praga na minha vida…

Credo!

Sobrevivi!

Posted by on 15 Feb 2008 | Tagged as: vida

Depois de uma baita intoxicação alimentar, estou de volta à vida. Ainda estou fraquinha, mas já voltei a me alimentar e já parei de tomar soro. Continuo com a medicação, mas já estou beeeeeeeeeeeeeem melhor.

Obrigada, Santo Alê!   🙂

Meu padrinho

Posted by on 08 Feb 2008 | Tagged as: amigos, família, vida

Além de ser meu padrinho, Luiz era meu primo. Quando eu era pequena, praticamente vivia mais na casa dos meus tios do que na minha. A família era grande (ainda é), mas eu e ele tínhamos uma afinidade que ia muito além de primo/prima ou padrinho/afilhada. Parecíamos irmãos espirituais. Ele sempre me fazia rir muito.

Era um artista. Teve barraca na feira hippie. Vendia artesanato feito por ele. Cintos, pirogravuras, cordões. Me lembro até hoje de um cinto que ele fez para mim. Todo colorido, com gravações no couro. Eu adorava aquele cinto.

Tocava piano. Violão. Cantava. Me ensinava um monte de músicas. Mas o mais importante foi que ele me ensinou a gostar de Beatles, Renaissance, Pink Floyd…

Depois que o pai faleceu, há 10 anos, ele perdeu o gosto pela vida. Andava deprimido, não se cuidava, se afastou muito de todos.

Hoje, aos 53 anos de idade (ele me batizou bem novinho), ele resolveu nos pregar uma última peça. Estava indo para o trabalho (a fábrica herdada do pai) e faleceu antes mesmo de chegar lá. Foi com essa notícia que eu acordei. Passei o dia ao lado da minha tia e dos primos todos. Chorei que nem criança desmamada, quase desmaiei de fraqueza no cemitério.

Durante o velório, eu só conseguia pensar em uma música, que adaptei mentalmente. Essa música se repetiu o dia inteiro (tudo na minha vida tem que ter trilha sonora):

Close your eyes

And I’ll kiss you

Tomorrow

I’ll miss you

Remember

I’ll always be true

And then while you’re away

I’ll think of you

Everyday

And I’ll send

All my loving

To you

Vá em paz, Luiz. Encontre seu pai, sua felicidade perdida e me espere aí para o show de rock com participação especial de John e George.

Eu e meu padrinho, Luiz

(Foto tirada na minha formatura, em março de 2004. Minha última foto com Luiz.)

Qualidades

Posted by on 22 Jan 2008 | Tagged as: amigos, vida

Há cerca de 10 anos, eu e alguns amigos fizemos uma “berlinda positiva”, na qual um de nós sentava em uma cadeira, de costas para os outros, e estes iam dizendo as qualidades de quem estava “na berlinda”. Guardo até hoje comigo o papelzinho em que anotei tudo que disseram de mim:

– Uso palavrão com propriedade

– Risada gostosa

– Bomba nuclear – pequena, mas com potencial grande e forte

– Muito musical (sabe o que está cantando)

– Competência no trabalho

– Talento artístico

– Guerreira

– Amiga fiel

– “Insighteira” (rapidez de raciocínio)

– Perfeccionista

– Fidelidade

– Sincera

– Capacidade de mudança invejável

– Carinhosa

– Honesta

– Muito expressiva

– Energia incansável (guerreira)

– Cabelo bonito (encaracolado)

– Talento teatral e canto

– Brilho no olhar e no rosto

– Sintonia com o ambiente

– Sorriso iluminado (me disseram para desenhar um smiley ao lado) – 🙂
– Respeito pelo cliente (honestidade)

– Predisposta a viver

– Mão gostosa de segurar

– Me permito as coisas e deixo as pessoas se permitirem perto de mim

– Desprendimento

– Boa amante

– Intensa

– Solidária

– Humildade grandiosa

– Extrovertida

– Alegria interna

– Perspicaz

– Charmosa

– As pessoas têm vontade de estar comigo

– Alto astral (minha depressão não afeta os outros)

– Inteligência em quase todas as áreas

– Meiga

– Caráter correto

– Inteligente

– Mais valor à amizade que ao dinheiro

– Visão espacial fantástica

– Iluminada e iluminadora dos que estão por perto

– Sensibilidade (estou além dos “humanos normais”)

– Sincera e não consigo mentir

– Louquinha

Acho que eles exageraram um pouquinho, mas sempre leio essa listinha quando estou triste, deprimida ou preocupada. Faz um bem que vocês nem imaginam!

Pessoas doidas

Posted by on 18 Jan 2008 | Tagged as: vida

Eu, Roney e minha mãe estamos na Chaika do Rio Sul lanchando. Ao nosso lado, uma mesa com a mãe e dois filhos. A mãe pede um monte de comidas para ela e os filhos. O mais velho dá duas garfadas no waffle e diz que não gostou. A mãe chama o garçom: “Olha, ele não gostou do waffle, pode trazer um cheesebúrguer, por favor?” E lá volta o garçom com o cheesebúrguer. O menino come, mas o filho mais novo diz que não quer mais batata frita. A mãe pede um milk-shake para ele. Enquanto isso, o mais velho está comendo o cheesebúrguer com batata frita. O mais novo (sim, o que disse que não queria mais batata frita) estica a mão e pega uma batata frita do prato do mais velho, que lhe lança um olhar fulminante. De repente, a mãe vira para trás com cara de poucos amigos (acho que a cadeira do Roney bateu na dela), se levanta da cadeira e senta do outro lado da mesa, dizendo, em altos brados: “Vou mudar de lugar porque eu ODEIO sentar perto de quem não sabe sair de casa”.

Para sorte dela, só minha mãe ouve isso e só me conta DEPOIS que havíamos saído da Chaika. Senão, era capaz de eu surtar e dizer bem alto: “GARÇOM, TRAZ A CONTA PORQUE EU NÃO SEI SAIR DE CASA E PRECISO VOLTAR CORRENDO!!!”

Credo…

Meu irmão e o dinheiro

Posted by on 07 Jan 2008 | Tagged as: família, vida

No sábado, descobrimos que o celular da minha mãe fora roubado ou perdido (ainda não tínhamos certeza; só sabíamos que o celular sumira). Ontem, lá fomos nós para uma loja Claro (a do Shopping Leblon, que é a melhor de todas): eu, Roney, minha mãe e meu irmão Paulo (que tem um atraso mental por causa de problemas no parto, ou seja, tem a idade mental de um rapaz de uns 16 a 18 anos, apesar de ter 45).

Decidimos comprar um chip novo e habilitar a linha antiga dela em um aparelho velho e arranhado que tínhamos sobrando.

Chegando lá, ela começou a olhar os aparelhos e ver preços para substituir o tijolão TDMA perdido. Achou tudo caro. Afinal, ela só precisava de um aparelho que falasse e recebesse ligações; nada de máquina fotográfica, mp3, rádio etc.

Eu e Roney sentamos com o atendente e recebemos uma boa notícia: ela poderia pegar um aparelho novo (bem simples) com um chip SEM PAGAR NADA. Ótimo.

Só que ela não estava perto de nós, então não soube da notícia imediatamente. Além disso, estava conversando com o Paulo (os dois estavam morrendo de fome). Mais tarde, ela me contou o diálogo entre eles:

– Mãe, eu tô com uma fome! Minha barriga tá roncando!

– É, Paulão? A minha também. A gente já vai almoçar, tá?

– Tá. – Pausa. – Mãe, eu vou comprar um celular pra você, tá?

– É, Paulão? Com que dinheiro?

Ele faz uma careta e diz:

– É… Precisa de dinheiro, né?

– É, precisa.

Depois de refletir, ele diz:

– Ah, já sei! Eu tenho um dinheirinho na minha carteira lá em casa!

(Parêntese rápido: A gente sempre dá um dinheirinho para ele comprar pipoca e refrigerante quando ele sai para passear pelas calçadas de Copacabana, ou seja, ele devia ter uns 2 ou 3 reais de troco na carteira.)

– Ah, Paulão, mas esse dinheirinho não dá para comprar um celular.

– Tsc. Celular é caro, né, mãe?

– É, Paulão, é caro.

Eu acho superfofo quando ele inventa de dar alguma coisa de presente para minha mãe (que nem é mãe biológica dele, só adotiva). Outro dia foi comigo: fomos comprar um tênis para ele e ele cismou que eu tinha de comprar um par de havaianas. Até me ajudou a escolher!

Eu tinha muita vontade de colocá-lo numa escola do tipo que ensinasse a lidar com dinheiro, fazer continhas básicas, ler um pouquinho, escrever um mínimo. Mas não rola grana para isso, infelizmente… Além disso, há muitas coisas envolvidas. Uma pena!

Posted by on 07 Jan 2008 | Tagged as: trabalho, vida

Ando meio sem assunto para o blog, mas, atendendo a pedidos (na verdade, só um, da Caró), vim deixar aqui um desejo de que 2008 seja BEM melhor que 2007.   🙂

Vou começar a me lembrar de coisas cotidianas para escrever aqui. Prometo. (Ai, meu Deus, essas promessas de começo de ano são terríveis!)

Estou com muito trabalho e, à noite, leio livros bem bobinhos, estilo mulherzinha (em inglês, chic lit), para esvaziar a mente. Sendo assim, não me resta muito a dizer. Voltei hoje à academia, depois de um longo e tenebroso inverno, e estou mortinha.

Aproveito para dizer que minha empresa, a i4B, está lançando um novo serviço de hospedagem de sites sob o selo infobee. Quem precisar hospedar um site, pode nos procurar, pois estamos com preços bem competitivos e qualidade excepcional!

Para quem não tinha nada a dizer, até que já falei muito, não?   🙂

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